Estado de Graça

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       Quando dizemos que alguém está em “estado de graça” é porque tudo de bom acontece em sua vida. Trata-se de uma pessoa que, apesar das dificuldades, está bem com Deus, consigo mesma e com todos que a cercam. Por outro lado, referir-se a alguém como “desgraçado” revela que coisas muito desagradáveis aconteceram ou foram praticas por este.
       Está escrito na Bíblia: “Todos pecaram e estão afastados da presença gloriosa de Deus. Mas, pela sua graça e sem exigir nada, Deus aceita todos por meio de Jesus Cristo, que os salva.” Romanos 3.23-24.
       Por causa do pecado (desobediência a Deus), todas as pessoas nascem como “desgraçados”, ou seja, sem a graça de Deus; sem serem aceitos por ele. Nesta situação o final é trágico. A condenação ao inferno é certa. Por mais que alguém tente, por conta própria, jamais estará livre do castigo eterno.
       Diante da impossibilidade de resolvermos o nosso maior problema, Deus entra em ação. Para livrar-nos do fim trágico ele assumiu a natureza humana em Cristo e realizou o plano da salvação eterna da humanidade. Agora, “pela sua graça e sem exigir nada, Deus aceita todos por meio de Jesus Cristo”. A salvação acontece pela fé em Cristo. Ele, inocente, foi declarado como culpado. Jesus assumiu a nossa culpa por causa do pecado e deu a sua vida na cruz como pagamento. Ao ressuscitar no terceiro dia venceu a morte e nos garantiu a vida. A nossa situação diante de Deus, pela fé em Jesus, é esta: mesmo sendo culpados, somos declarados como inocentes.
       “Aquele (Cristo) que não conheceu pecado, ele (Deus) o fez pecado por nós; para que, nele (Cristo), fôssemos feitos justiça de Deus.” (2 Coríntios 5.21).  Assim é a graça de Deus. Só não viveremos em estado de graça se não quisermos. Ou, se ainda não compreendemos o amor de Deus por nós.

Pastor Fernando E. Graffunder

Os gols da violência

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A violência sempre vai atrapalhar a nossa vida porque "é do coração humano que vêm os crimes de morte" (Marcos 7.21), explica Jesus. Mas existem remédios, espiritual e físicos, para que o "inferno" não tome conte da terra. Se não nos mexermos urgentemente, logo, logo, em vez de jogar futebol, vamos ter que enterrar todos os nossos entes queridos, e chorar. A última linha de frente na guerra contra a violência é a punição severa, o castigo implacável, a lei inflexível. Por isto hoje o deboche dos criminosos na certeza de que nada ou pouco lhes vai acontecer. Como mudar isto? Só mesmo pressionando os governos, legisladores e juízes - como se fez em frente ao Foro de Novo Hamburgo no protesto pelo assassinato do Gabriel. O bandido ou qualquer pessoa que transgredir a lei, precisa pagar pelo que fez. Se o governo não fizer isto, outro mal toma conta, a justiça com as próprias mãos.
  Mas a punição não resolve se queremos paz, ordem e progresso. É preciso o ensino, a instrução, o aprendizado. Outra desgraça em nosso país com escolas ruins, professores mal pagos e desanimados, crianças e jovens que perderam referências no educador e se espelham em jogadores de futebol, artistas e celebridades. Nada contra estas pessoas, mas elas não podem ser os "mestres" de nossos filhos. Nem os milhares de amigos do facebook, gente desconhecida que lhes passa a matéria de uma aula sem currículo e controle. O pior mesmo é que a gurizada, longe de bons exemplos, deseja sucesso e dinheiro para comprar tudo o que está no Shopping. Sobre isto a Bíblia já advertia: "Vocês querem muitas coisas; mas como não podem tê-las, estão prontos até para matar a fim de consegui-las" (Tiago 4.1,2). Diante disto, antes de presídios e escolas, só mesmo o ambiente familiar neste jogo mortal contra a violência. Mas, e se o próprio lar virou campo de batalha? Onde encontrar uma saída? Será que nos resta apenas a proteção daquele que morreu violentamente na cruz?
   
pastor luterano

O jeitinho em alta definição

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A tecnologia das sofisticadas câmeras vem desmascarando com precisão as encenações em cada lance desta Copa - não só no gramado mas também fora dele. A malandragem, o logro, o embuste sempre fizeram parte da humanidade desde quando Adão desconversou com um "eu não sei de nada". Mas agora a máquina, cada vez mais precisa, expõe o engodo humano em alta definição. Gol contra? De forma alguma! Pode ser o caminho para um mundo mais autêntico, uma vida mais legítima. O que não é fácil. Estudos apontam que falamos três mentiras a cada dez minutos, e dizem que fazemos isto porque ninguém consegue viver em sociedade sem enganar. Será? Existe outro jeito de ganhar o jogo sem cavar um pênalti, sem inventar uma falta? Dá para vencer sem trapaças? Tem como sobreviver sem a mentira?
Desiludido com as mentiras da vida, o Sábio de Eclesiastes confessa que tudo neste mundo é ilusão. Um desânimo que surge até no esporte: “Eu descobri mais outra coisa neste mundo: nem sempre são os corredores mais velozes que ganham as corridas (...) Tudo depende da sorte e da ocasião” (9.11). Hoje ele diria: Tudo depende do juiz e do jeitinho. Mas aí surge a tecnologia que, nesta área, desvenda aquilo que tentamos encobrir. Só que tem um detalhe: a máquina tem o poder de acusar, mas ela não pode salvar. Diferente da teologia, que além de expor as falcatruas do ser humano, também indica o caminho à verdade e oferece ajuda. "Se dizemos que não temos cometido pecados, fazemos de Deus um mentiroso", escreve João na sua primeira carta. Seria o fim do jogo se o texto bíblico parasse aqui. Tem a prorrogação: "Porém, se alguém pecar, temos Jesus Cristo (...) ele nos defende diante do Pai". E tem ainda mais. Na defesa contra o ataque da mentira, Cristo também transforma e nos faz arredios a qualquer tipo de falsidade - no futebol, na religião, na política, nos negócios, na família. Por isto, com ou sem as lentes da tecnologia, a mentira sempre terá perna curta.

pastor luterano
marsch@terra.com.br

 

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