Só descansa quem trabalha

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O Dia do Trabalho vai cair num Domingo. Vai ser um feriado como qualquer outro, não vai mudar a nossa rotina. Assim como não vai mudar a rotina de 10 milhões de brasileiros desempregados. Para esta gente não tem feriado, não tem Domingo, não tem descanso. Porque não tem trabalho.


 Quem não gosta de um feriado, de um final de semana? E quem não gosta da segunda-feira, da terça...? Ah, tem aqueles que não gostam e vivem às custas dos outros. São uns pobres coitados, nunca vão saber o prazer do fim de semana, do feriado, porque só descansa quem trabalha. Na verdade, a vida sem trabalho não tem graça. Não tem graça e não tem dinheiro para pagar as contas, nem condições para se divertir. “A melhor coisa que alguém pode fazer é comer e beber e se divertir com o dinheiro que ganhou”, diz em Eclesiastes. “No entanto, compreendi que mesmo essas coisas vêm de Deus. Sem Deus, como teríamos o que comer ou com que nos divertir?” (2.24,25). Fica uma sugestão: Neste primeiro de maio, nós que temos trabalho e sustento e os que já estão aposentados, vamos agradecer a Deus por esta bênção. E os que estão na fila por um emprego e com dificuldades financeiras, peçam a Deus que os ajude nesta triste situação. Será o Dia do Senhor (tradução de Domingo) e o Dia do Trabalho sendo bem usados. Pedir e agradecer a Deus dá trabalho, mas também dá descanso. 
 Aliás, isto faz uma grande diferença na vida. Salomão disse: “Não adianta trabalhar demais para ganhar o pão, levantando cedo e deitando tarde, pois é Deus que dá o sustento aos que ele ama mesmo quando estão dormindo” (Salmo 127.2). Não é um convite ao desleixo, mas à confiança no Criador. Fé que auxilia nas agruras da jornada. “Trabalhem com prazer”, diz Paulo, “como se vocês estivessem trabalhando ao Senhor e não às pessoas” (Efésios 6.7). Claro, não é fácil quando trabalho também é sinônimo de sofrimento. Tudo por conta do “suor do teu rosto comerás o teu pão” (Gênesis 3.19). Uma eterna maldição se não fossem as palavras de Jesus: “O meu Pai trabalha até agora, e eu também trabalho” (João 5.17). 
 Marcos Schmidt

Finalmente, uma boa notícia

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Finalmente, uma boa notícia
 
A cada minuto vive-se na expectativa de últimas notícias na política brasileira. Quando isto aqui for lido, muitas surpresas. Surpresas? Não! O Sábio é taxativo: “Não há nada de novo neste mundo” (Eclesiastes 1.9). E declara: “No lugar onde deviam estar a justiça e o direito, o que a gente encontra é a maldade” (3.16). Ou seja, tudo o que acontece na política e fora dela é remontagem de coisas velhas e caducas. Plágio, puro plágio.
 Assim, “notícia” que significa “fato novo” perde o sentido original da palavra. É claro, a novidade são os nomes, os lugares, as datas. Mas os fatos são os mesmos. E quais os fatos? Corrupção, mentiras, ódio, ganância, safadeza, jogo de poder, vaidade, ambição. Notícias de Brasília? Notícias do mundo? É tudo coisa velha, velha como o blá blá blá de gente que mente. Que vida chata! Ninguém aguenta mais estas mesmas histórias todo o santo dia.
Seria uma chatice sem fim se não tivéssemos a real compreensão dos fatos. Por isto, a conclusão do Sábio: “Tema a Deus e obedeça aos seus mandamentos, porque foi para isso que fomos criados” (12.13). É isto, precisamos viver o objetivo da nossa existência. E daí surge a notícia - notícia aqui no sentido original e real da palavra. Que também é conhecida por “evangelho”: ev = boa, angelion = notícia.

Pode parecer forçado, mas a Boa Notícia (agora em letra maiúscula) ajuda entender o que acontece em Brasília. Assim como ajudou quando Pilatos perguntou a Jesus “o que é a verdade”. O Salvador já tinha dito a ele “foi para falar da verdade que eu nasci e vim ao mundo”. Vejam, Jesus nasceu para a verdade e nós nascemos para os mandamentos.
Tudo isto seria uma péssima notícia se não fosse o resumo dos mandamentos que é o amor, amor possível no amor de Jesus, que revela a verdade e possibilita a obediência aos mandamentos de Deus. Finalmente, uma notícia.
Como estão as coisas agora lá em Brasília? O Sábio tem a resposta: “O que aconteceu antes vai acontecer outra vez (...) Não há nada de novo neste mundo” (Ec 1.9).
 
Marcos Schmidt
marcos.ielb@gmail.com

 

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